Oh! Alma que tergiversa num peito assombrado
Recluso no sentimento de ser um só entre poucos
Findo de não ter espaço a mais por ser pequeno
Oh! Alma que tergiversa num peito assombrado.

Vai de encontro ao teu céu negro alma
Por força empurrada para o estreito sentenciar de lábios
Numa forma que te afronta contra tua terra movediça
Vai de encontro ao teu céu negro alma

E sobe ao Olimpo de tua fé amolada como faca
Cobre tua cruz de um dia num pranto desmesurado
Pois sabes que o que te sustenta não é corpo para tanto
E sobe ao Olimpo de tua fé amolada como faca

Oh! Alma que não descansa
Que fé é essa que te faz súdita do não ser
Como se fosses tu um pesar sobre a existência
Oh! Alma que não descansa

Traz para mim todos meus abandonos
Quando vier com mãos que não tinhas nos saberes
Dos dias que te levaram do coração para a razão
Traz para mim todos meus abandonos