Senhor!
Estou um passo a frente do último portão que abri
Vendo-me afastar mais um caminho que me agarrou.
Penso que avanço a cada tranca que desvendo
Trazendo novos cumes de montes que não via.
E ainda repenso portões que já não existem
Como se ter-me-ia sido certo abri-los.
Assim, mais sinto que penso, nesse passear
Entre o sol da obviedade e a nuvem do espanto.
Era mesmo preciso que as pernas me trouxessem aqui?
Ou bastaria ter lacrado o primeiro portão?

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