Batata.
Creio que foi em Portugal, terra do meu Filho, que aprendi que elas são mais do que uma raiz rechonchudinha. Lá é tão importante quanto o arroz aqui no Brasil. Cozinhar e comer batatas com um fio de azeite por cima é, entre um punhado de maneiras, a forma mais simples que conheci. A minha maneira preferida sempre foi aquela do cozido a portuguesa. Em palitos nunca comii melhor do que o prato da D. Tina, que me servia com umas ‘fevras’ bem fritinhas, alface e tomates, e isso me sabia a vida!
Hoje fui modesto, tinha que testar a carbonatação de uma leva de Oficina e Oficio barbante laranja produzida em 13/09 e envasada com priming de açúcar invertido em 27/09.

Pra isso fiz o seguinte:
1. Parti duas batatas em fatias, como se parte uma maçã.
2. Untei a frigideira com óleo (qualquer um) e ajeitei as batatas, corrigindo com sal.
3. Derramei um tanto de condimento de mostarda dissolvida num caldo de alcaparras (mas de serve azeitonas, por exemplo).
4. Depois coloquei mais um pouquinho de água, só pra cobrir o fundo, não deixei sobrar água pro final.
5. Misturei um pouco de queijo ralado com margarina (bom mesmo é manteiga) e um pouco de leite só pra cobrir o fundo novamente.
6. Coloquei na frigideira umas tiras de queijo fresco.
7. Coloquei o leite com o preparo de manteiga e queijo e deixei apurar um pouquinho.
Servi com meias fatias de torradas que tinha preparado com azeite.
As batatas conservam um tanto do picante da mostarda e alcaparras até a gente sair da mesa, mas isso não satura o palato porque a cerveja Pale Ale barbante laranja é seca e limpa o escesso de gordura da boca, deixando assim um que de acidez de fruta e uma maciez de natas (nao sei se a descrição é essa, mas gostei do efweito da frase…) que prolongam o prazer do petis e do bebisco (tá, essa foi forte!).
Enfim, a cerveja está pronta pra começar a beber.