No ano passado criei uma receita chamada Simples.

Nesse ano, por ser uma cerveja leve, fácil de beber, mais adaptada a serviços ligeiros do que cervejas mais complexas como a Excêntrica, estou ampliando a brincadeira da Simples.

Os cervejeiros brasileiros optaram para sua criatividade, em sua plena maioria, pela adição diferenciada dos lúpulos nas cervejas. O que temos hoje disponível são muitas variações sobre o mesmo tema, qual seja de cervejas amargas, bastante lupuladas, no estilo inglês chamado IPA, Indian Pale Ale. Ainda que cervejas escuras não sejam Pale Ale, então já teríamos algo como ISA, Indian Stout Ale e por aí vai.

Sou, reafirmando, meio contracorrente. Gosto muito do lugar incomum, não gosto sequer de andar sempre no mesmo carreiro. Minha brincadeira, sem esquecer dos lúpulos e fermentos, está mais centrada nos maltes. Gosto muito dos maltes por motivos variados. Primeiro porque o que determina mesmo se uma cerveja é honesta ou não é o uso de maltes na sua produção. Cerveja de quirera de milho pode até ter bom gosto ou aroma -e elas não tem- mas não são honestas.

Assim, na minha receita da Simples desse ano, vou brincar com os maltes especiais. A base da receita é de aproximadamente 94% de malte Pilsen e 1% de malte Special B. O restante do malte, que deve variar entre três e seis porcento, será de outros maltes especiais. Comecei com o Biscuit, hoje preparo outra leva com o Ruby, mais pra frente o Chocolate… O malte Pilsen dominando o volume total, os lúpulos em uma estranha combinação de Premiant e Willamete, devem segurar a identidade base da receita.

Pra já, saúde!