Velhos e festas

Fui convidado para uma festa, jovens me convidaram. Os velhos não convidam para festas, chamam para mostrar seus feitos e demonstrar sua eloquência, mas não para festas. E fui porque não me sentia tão velho e não acreditava muito que a festa se fizesse tão festa, o que incomoda a nós, velhos. E me diverti.

Pontadinhas

Às vezes tenho mania de sentir pontadinhas no coração.
Não por isso, mas fiz uns exames há algum tempo, incluindo esses de medir o coração com eletrodos e tal. O dito músculo parece que é um aço, é o que disse o médico e mostraram os exames. Me alimento até decentemente, e praticamente não cometo excessos. Tem coisas cotidianas ou emocionais que em particular nos afetam cardiologicamente; só que o sol por muitos dias não aparente, algumas faltas de poente, distâncias paradoxais, tons musicais relembrantes, sustos de trânsito e coisas do gênero -quem sabe infelizmente- quando sozinhas já não me afetam tanto.
Concluí que coisas que se acontecem solitárias não tem muita força em mim. Acordo muitas vezes ‘observante’ do mundo, porém noutros dias ‘sine qua non’ me vejo participante e assim penso que vivo por inteiro. As pontadinhas não se importam com minhas conjecturas e ‘de per si’ decidem quando aparecer. Mas sou curioso e dessa forma sempre inquiro, porque então elas?
Julgo que são de viver.

Pastel bom

Pastel bom

No Pântano do Sul, aqui na ilha, tem sempre alguém fazendo algo gostoso. Nesse caso é o pastel de camarão com ou sem queijo. Só faltou ter cerveja artesanal no bar, porque tive que beber aquilo que vem nas garrafas industriais e que é muito ruim (se pelo menos engarrafassem com honestidade).
Mas o pastel é gostoso e sempre se pode beber suco, caldo de cana, água de côco e tal… aí fui brincar de foto HDR, que são fotos de hiper realidade. Faz-se três ou quatro fotos e um programa une os melhores contrastes de cada uma, dando uma idéia maximizada da realidade. Ou seja, o pastel não tinha tanta cor assim, nem o Massimo e a Irene são pintados a tinta a óleo…
De quebra tem uma foto do futuro Como Bar, de Irene e Massimo, no Pântano do Sul, Florianópolis.

Bóia

Bóia

Domingos são dias particulares, nem tanto para singulares, mas sempre paradoxais aos que trabalham na segunda pela manhã. Assim esperando a ‘lenha brava’ da segunda-feira que já espia por debaixo da porta, fazer comida pro jantar tende a ser um esforço medonho. Já vi muita refeição desses dias se transformar em café com pão.
Aqui em casa, hoje, com a vontade meio abalada, resolvi simplificar o trabalho e matar a fome satisfatoriamente. Saiu esse prato:
Chapa de ferro quente
Medalhas de músculo da paleta
Cebola
Tomate
Cerveja de verdade
Arroz
Banana
Põem a carne com pouco sal pra fritar, depois tomate em cima, depois rodelas de cebola sobre  a chapa, depois o arroz sobre a cebola, depois a banana, em esquecer de juntar água quente aos poucos e sempre pra cozinhar bem o arroz.
Esse ficou ‘loco de bão’.

Aldeia do cabelo

Aldeia do cabelo

Há algumas semana visitei o Tiago, no salão dele, que não é mais na casa mas ali pertinho do mercado HiperBom da Armação. Aí tentei publicar aqui a visita e deu algum pane. Achei a foto, tá aqui.
Abraço ao Tiago

Bebendo

Neste mês tá difícil escrever aqui no blog. Não é por falta de tempo, é por desorganização mesmo.
Tenho lido bastante, vejo vídeos, reposiciono minhas opiniões sobre o assunto ‘produção de cerveja’. Gravei mais alguns vídeos de momentos em que produzo. Abri uma outra página aqui no blog, pra falar sobre a produção e talvez auxiliar quem quer beber o que produz, ou quem sabe começar um novo ofício. Quero mostrar todo o processo que envolve esta arte que pratico. Ainda não fiz minha cerveja de trigo. Me sinto bem com esses devaneios causados pelo trabalho que escolhi. A receita da cerveja de trigo está pronta, tem uma escura sendo elaborada. É respirar e seguir.