Final de 2011

Pessoas,

Para todos que não gostaram da minha existência nesse ano… Fodam-se!

Para todos que existiram sem mim… Parabéns!

Para todos que beberam um pouco da água que bebi… Que o amor nos consuma em 2012!

Fernando Malheiros Dal Berto

Bancos

Como é que uma coisa que já surgiu ruim pode fazer algo bom. Isso foi o que me disse um amigo, pensador dos bons, forte nas convicções e com o ‘lombo lanhado’ pelo tempo e escolhas. Porém nem digo que já tenha nascido tão ruim, o tal do banco.
Alguém faz um cofre e cobra uma taxinha para cuidar do dinheiro dos outros guardado ali dentro. Tudo bem. Mas aí tem sempre alguém que precisa de dinheiro, e tem aquele ali parado. Então pelo risco de não ter todo ele de volta e pra ganhar mais alguma coisinha por ter produzido bem e poupado um tantote, o dono do dinheiro cobra uma taxinha pra emprestar. E como não quer ficar cuidando disso, mas do mais importante, que é produzir, viver, se relacionar, paga uma taxinha para o cara do cofre administrar esse seu dinheiro emprestado… Vai coisa, volta coisa, os caras dos cofres se adonam do dinheiro dos caras que guardaram ele lá. Depois passam a perna nos que pedem para usar aquele dinheiro ao qual pagariam uma taxinha que satisfazia os verdadeiros donos do dinheiro sobrado das sua produções com invenções esfarrapadas como excesso de liquidez, controle de inflação e tal. Os caras dos cofres criam algum título pomposo como “operador do mercado financeiro ou investidor”, constroem alguns paraísos, se escondem e pagam para deslumbrados de carinha bonitinha fazerem propaganda para eles. Quando dá alguma coisa errada os dos cofres põem a culpa nos que pediram o dinheiro emprestado, mas se der muito errado eles põem a culpa nos que produziram e guardaram a sobra do dinheiro nos tais cofres. Fazem isso usando palavras que nem gente maior de idade tem fígado para ouvir. Em alguns países, como nos EUA, eles também inventam que tem mais dinheiro do que realmente tem, e assim podem ganhar também em cima desse dinheiro imaginário, porque depois, se der algo errado, é só por a culpa nos que pediram emprestado e nos que produziram menos do que eles disseram que havia.
Mais palavras ou menos verbos, penso que é simples assim.

Envenenamento

Às vezes meu saco enche e tenho que vomitar, então lá vai:

“Esse texto é dedicado aos estúpidos e os que se esforçam para atingir o mesmo e glorioso estado de estupidez, objetivo comum da mulher e do homem moderno.”

Se você que é tio, tia, padrinho, madrinha, avó, avô, pai ou mãe que adora levar o filhinho pra Mc qualquer coisa ou outro tipo de lanchonete de gororoba a jato para comer farinha modificada quimicamente e produzida por mão-de-obra semi escravizada, ou comprar refrigerante de cola com corantes, estabilizantes, antioxidantes e um monte de “matantes” pra ele para de chorar no mercado ou nas conveniências, se adora comprar biscoito super crocante à base de melhorantes ou encher a boca do animalzinho de salgadinho da Elma pra ele parar de agir como um abstêmio, entenda… Isso não é diferente da madrasta de historinhas que envenena a criança com arsênico a conta-gotas. Então, quando seu bebê, seu amigo, seu namorado, esposa, estiver vomitando ou com uma baita febre alimentar, ou quando a única coisa que alegra o ser é um pacote ou copo de uma dessas porcarias, lembre-se que alguém está matando esse ser de forma consciente, maldosa, egoísta, espúria, e esse alguém pode ser você mesmo.

“Se você se sentiu ofendido, ótimo!
Sim, sou contra a produção exageradamente industrial ou em enorme escala, de qualquer coisa essencial ao ser humano, principalmente alimentos.
Princípios ativos para remédios não devem ser patenteados e vá a merda quem pensa o contrário.
É claro que convivo e até amo muitas pessoas incluídas nessa lista de estúpidos que citei acima.
O governo -no sentido atemporal- é uma merda. O povo brasileiro é conivente.
Não creio que esse texto mude efetivamente alguma coisa.”

Remar no ar

Alguns dias são exatamente o inverso do que parecem. Vivi uma quarta-feira exaustiva, arrumando equipamentos para brassagem, enchendo caldeira de água e controlando pH, com cotações, pesquisa, lavagem de garrafas e panelas, cancelamento da brassagem, engarrafamento, limpeza de vidros, lavagem de garrafas e panela, planejamento para o dia seguinte no banco, engarrafamento, limpeza de vidros, pesquisa, cotação e… se eu mesmo olhasse para mim na metade do dia, pensaria não ter feito nada. Me ocorre que esses dias são aqueles em que é o inconsciente quem está mandando. Ele atina para algo que não dominamos, algo latente, por isso não deixa o dia andar. E quero acreditar nisso, me conforta acreditar nisso. Nem fui dormir enquanto senti que o dia tinha ainda o que dar, mesmo dormindo a cabeça não deixaria o tempo fechar o dia. Vou colocar a quarta na gaveta e rezar pela quinta, que ela seja mais sábia. Dias assim, de parecência invertida, são péssimos conselheiros. Vou cerrar meus olhos esquecendo do mundo e pensando… em olhos que sonham.

Dançar em Kumpánia

Dançar em Kumpánia


Hoje, nesse dia de domingo, quando novembro está quase beijando dezembro, acontece o evento de confraternização da Kumpánia Keifir.
A dança deve ter começado muito antes de alguém pensar em música, ritmo ou mesmo alguma ‘batida’ e é uma das artes mais sociaveis que conheço. Tanto que dá para ser socialvel até consigo mesmo dançando na frente do espelho, ou reunindo um milhão de desconhecidos numa praça. No caso de hoje Shams Keifir celebra com suas alunas, das escolas de dança da Jacqueline Kozan e da Yasmin Meera e também suas alunas particulares, um ano dedicado ao estudo dessa arte em que o corpo é o principal instrumento. Tem dança cigana, dança do ventre e dança tribal fusion.
E eu tô nessa, até vou fazer meus passinhos. No Cris Hotel lá da Joaquina, com entrada franca, para amigos e conhecidos das bailarinas, a partir das 19:30, uma hora de coreografias ensaiadas com muito bom humor, marca registrada da professora.