Avaliações

Estou abrindo uma nova marcação, ou seja, quase uma seção aqui no blog. É para passar as avaliações de amigos e clientes da cerveja, creio que ficará mais fácil para todos entenderem como são as cervejas da OeO e muito para que eu faça correções ou continue com coisas que deram certo.

Versando…

Versando…

Oh! Alma que tergiversa num peito assombrado
Recluso no sentimento de ser um só entre poucos
Findo de não ter espaço a mais por ser pequeno
Oh! Alma que tergiversa num peito assombrado.

Vai de encontro ao teu céu negro alma
Por força empurrada para o estreito sentenciar de lábios
Numa forma que te afronta contra tua terra movediça
Vai de encontro ao teu céu negro alma

E sobe ao Olimpo de tua fé amolada como faca
Cobre tua cruz de um dia num pranto desmesurado
Pois sabes que o que te sustenta não é corpo para tanto
E sobe ao Olimpo de tua fé amolada como faca

Oh! Alma que não descansa
Que fé é essa que te faz súdita do não ser
Como se fosses tu um pesar sobre a existência
Oh! Alma que não descansa

Traz para mim todos meus abandonos
Quando vier com mãos que não tinhas nos saberes
Dos dias que te levaram do coração para a razão
Traz para mim todos meus abandonos

Aniversário – Um ano fabricando cerveja artesanal

Aniversário – Um ano fabricando cerveja artesanal

Meus primeiros resultados estão nessa foto.Estou feliz por ser hoje um labutador entusiasmado naquela que considero a melhor aplicação laboral de toda a minha vida, qual seja, fabricar cerveja artesanalmente.

A alma que me ilumina, meu filho.Sou, antes de ser cervejeiro, artesão. Fui criado para ser um trabalhador tradicional, ou um empresário tradicional.

Há muitos anos tento tramitar de um meio para outro.

Talvez minha inabilidade para corresponder ao que me ensinaram, quem sabe minha incompreensão mais apurada dos sentidos da vida, ou ainda minha rebeldia anarco-reacionária tenha me trazido até aqui.

A alegria de viajar.É também possível que eu tenha apreendido alguma coisa durante a viagem.

Em dois anos espero que a compreensão, no que se refere a esse meu novo mundo, chegue na forma de boas cervejas.

Pode que esse seja o meio onde vou escrever o resumo do que fui além da intimidade.

Não sei dizer ao certo. Sei que onde estou é o melhor lugar que já estive.

Porque Oficina, porque Ofício?

Origens:

Oficina = espaço de transformações (definição é inspirada no blog Oficina Crítica)
Ofício = arte de transformar

Espaço: Local com limites determinados, visíveis ou imagináveis.
Transformação: Ação que causa mudança de forma; energia absorvida por alguma coisa a ponto de transformá-la em outra.
Arte: Manifestação física do consciente, subconsciente ou inconsciente de maneira perceptiva para o consciente, subconsciente ou inconsciente de outros.

Conceituo basicamente assim os dois termos.

Portanto:

Oficina e Ofício é um espaço onde o homem transforma coisas utilizando sua arte.

O homem sou eu. A minha arte é o artesanato.

Artesanato = labor manual, não padronizado, não serial, não automático onde se pode identificar a influência do sujeito que manufaturou o objeto ou produziu a coisa.

Objetivo:

Deixar a produção de porcarias, reproduções, massificações, aberrações de consumo, a desonestidade nos produtos, a falta de personalidade e a covardia na hora de reconhecer erros ou utilizar químicos, exclusivamente para as grandes indústrias.
ou seja
Produzir uma cerveja honesta. Desenvolver artesanato que possa ser replicados com bom nível de qualidade, individualmente e no ambiente doméstico.

(Essa empresa é uma ideia viva, reflexiva, mutável. Que seja sempre.)

Escrever

Escrever

aqui um dia existi

É uma arte dramática do querer
se ver
sem ler
se saber
sem ler
se ter
sem ler
se conhecer
sem ler
se esconder
sem ler

se ler
sem ler
É uma vontade de existir

Escrevendo

Ainda mantenho o blog de poesias e escritos, não sei bem porque. Me parece que sou mais aquilo que está lá, intangível, do que está cá, inatingível. Me creio mais o que me imagino, do que o que sou. E me assusta saber que sou exatamente aquilo que me mostro.

Essas letras abaixo saíram há tempos. Virou quase poesia.

A construção do eu, mas só o meu.