A partir do momento que o governo conseguiu vender seu voto por migalhas oferecidas pelo lobby das macrocervejarias e assim a Câmara do Deputados, cerca da terça parte dela, não incluiu no SIMPLES as microcervejarias, os Microempreendedores Individuais (submetidos ao SIMPLES) perderam a oportunidade de se formalizar através da condição de Cervejeiro Caseiro Urbano, proposta pelo MAPA.

Cervejeiros caseiros que fazem cerveja apenas por diversão, Acervas, fazedores de cerveja de extrato importado e toda sorte de cervejeiros que não aspiravam montar seu mini-negocio cervejeiro, quase não tem com que se preocupar. Afinal a maioria não esta preocupada com o preço do malte nem da torneira italiana de extração de chope. Os que não tem muita bala na agulha devem torcer pela criatividade das micro, para que sobrevivam. Ao contrario do que já li, elas não inflacionam o mercado de insumos, elas promovem a diversidade destes e ainda possibilitam o acesso do caseiro… mas muito expert diz o contrario, que pena.

Desde que comecei a fazer cerveja, com pouco tempo, percebi que esta atividade, quando em pequena escala, liga-se intimamente entre seus atores. Uma microcervejaria depende da passionalidade dos caseiros. O nanocervejeiro depende do poder econômico das microcervejarias. O caseiro não terá malte disponível se não houverem os outros.

Sem a possibilidade de caseiros se formalizarem, fazer cerveja em casa virou definitivamente uma atividade passa-tempo. Contentes estão as megacervejarias, enfim… Que merda!