Em janeiro desse ano houve uma reunião com o ministério da agricultura, discutiram uma projeto para criação do ‘cervejeiro urbano caseiro’ através de uma consulta pública. A princípio, está valendo, dá pra se mexer e tentar o registro… Porém afora o reconhecimento da existência desse indivíduo, a legislação não auxilia essa espécie de nanocervejeiro e praticamente inviabiliza a atividade. O abaixo fala de um assunto correlato, por isso da importância para minha área, assim está aqui.

Em fevereiro o MAPA (Ministério da Agricultura) fez outra reunião, essa atinge a qualquer pessoa que beba cerveja. Entre as discussões, a grande indústria (que usa corante caramelo) solicitou ainda que a quantidade mínima exigida de malte na cerveja caísse de 50% (que obviamente eles já não usam, segundo a USP e a UNICAMP) para 20%… Vejam, há uma confusão sobre minha opinião quanto a qualidade do que a indústria vende. Eu não estou nem aí com o que eles vendem, também não estou me importando com o que consumidor escolhe para beber, são adultos, azar dos dois se escolhem mal. O meu problema é a ludibriação, é o engôdo, subterfúgios que a indústria utiliza para vender cerveja de baixa qualidade de matérias-prima e enganar o consumidor (sou um consumidor de cervejas) dizendo que sua cerveja é ‘premium’. Isso é sacanagem, é crime.

Bom, tem coisas boas na discussão, como o reconhecimento de outros métodos de produção e outras matérias-prima, como o chocolate utilizado em cervejas importadas mas proibido para produtores brasileiros. o MAPA está fazendo um trabalho incrível de diálogo com o setor cervejeiro. Valeria a pena se mais pessoas, consumidores, lessem um pouco sobre o assunto, afinal o que a indústria enfia pela goela abaixo de todos nós, pode piorar se ficar por conta dela.

Em agosto próximo haverá outra reunião com o MAPA, que a princípio não caiu no engôdo da indústria. Aqui está um link para a notícia no próprio site do MAPA, a partir dele vocês podem pesquisar mais.