Ainda não sei como controlar a quantidade de gás dentro das garrafas, sem utilizar de manômetros de pressão e cada um custa pelo menos 80,00. Como saber se já há carbonatação antes de abrir uma garrafa, se já está legal para aquela leva produzida e engarrafada? Claro que continuo abrindo garrafas e bebendo o que produzo, nem que seja só para os ‘testes de carbonatação’…
Uma das alegrias de fazer cerveja artesanal é o aprendizado. Sobre priming leio bastante e encontrei no site Breja do Breda um dos melhores artigos para iniciantes, o link é:
Desmistificando o medo do priming
Sobre o que o Breda fala de fazer priming com 12g/L de acúcar invertido, eu digo que é muito, que utilizo entre 7 e 8 e que isso dá bom gás. Se quiser ‘forçar’ no priming, lembra de dar uma boa câmara de ar no gargalo da garrafa para não supercarbonatar e sua cerveja virar só em espuma. Com muito priming explode sim quando fizer pasteurização, então mantenha a panela de pasteurização fechada até as garrafas resfriarem novamente. Use óculos de proteção quando estiver mexendo na pasteurização.

Porém depois que fazemos o primming é legal ter uma idéia do que há dentro da garrafa. Estou desenvolvendo dois métodos.
1 – Um artista, que estava pintando o painel entalhado em madeira do Nutri Lanches aqui da Armação, e que não lembro o nome dele, me ensinou um método utilizando garrafas. É algo já desenvolvido por outros e é uma forma caseira bastante utilizada noutros tempos. Mas ainda não fiz e assim que testar mostro aqui o resultado. Esse cara me deu um presentaço, porque foi quem conseguiu meter em minha pequena cachola a forma de fazer a gambiarra.
2 – Colocar uma bexiga ou camisinha numa garrafinha e controlar a carbonatação pela pressão e quantidade de ar na bexiga… não me parece muito bom.

Ao método 1:
É bom ter três garrafas do mesmo tamanho, mas duas já servem. Vou fazer com rolhas de cortiça, duas. Precisa ter uns canudinhos. Precisa de uma furadeira com broca de mais ou menos 6mm ou 1/4, ou menor. Se não tiver furadeira, tenta furar com outra coisa.
Quando estiver pronto mostro fotos e tal. Se você terminar primeiro e quiser, pelo e-mail oficinaeoficio@gmail.com, me  mostra.

Funciona assim:
O canudo da primeira garrafa colhe na câmara o gás gerado pelo priming, injeta esse ar na segunda garrafa, expandindo a câmara de ar dela. O canudo da segunda garrafa que está no fundo dela, recolhe a água empurrada para baixo pela pressão e joga na terceira garrafa. Quando a segunda garrafa não tiver mais água, temos uma atmosfera de pressão.
Aí então colocamos a cerveja na geladeira bem fria para interromper a fermentação nas garrafas do estoque, ou pasteurizamos.

Observação:
Para este caso, o que temos no final é a soma do CO2 residual da primeira fermentação, mais uma atmosfera gerada na segunda fermentação. Considerando um redisual de 0,9 g/L teremos no final 1,9 g/L de CO2. Eu calculo 2.2 a 2.5 para minhas Pale Ale, mas esse 1,9 já tá legal para quase todas as cervejas, menos as de trigo que precisam bem mais.