Não pasteurizo. É minha regra.

Exceção feita e segue a cartilha, pasteurizar continua a ser um risco, uma dificuldade e muitas vezes na cerveja artesanal, não vale a pena.

Preparei há tempos uma receita de cerveja quase escura, duplo malte, que batizei de Falsa Dubbel, a Pretensiosa. Uma boa cerveja, apesar de tanto malte, talvez por não ter utilizado de artifícios na receita, como utilizar açúcar para preservar o corpo maltado, ela não ficou adocicada ou enjoativa. Também não minha receita preferida, sempre achei um pouco forte a presença do álcool  no aroma ainda que isso não se repita com tanta potência no sabor.

A pasteurização, nesse caso, uma cerveja com cerca de 20 IBUs (Tinseth) no amargor e com 9% de álcool, na minha opinião, não valeu a pena.

A cerveja cozinha um pouco na pasteurização, perde vida (claro, isso é pasteurizar) e parece que perde também um pouco da graça. Não é como a maturação a frio, que adiciona complexidade e retira jovialidade, então o cervejeiro simplesmente escolhe conforme seu estilo ou a receita se vai maturar ou não. Pasteurizar em casa, novamente, sinceramente, não sei se farei.

Encontro uma justificativa para a pasteurização caseira, que é interromper a refermentação na garrafa… caso muito específico, porque fazer isso, bom, talvez como recurso em alguma receita mirabolante ou pela grande dificuldade que é controlar o nível de CO2 gerado nessa técnica de refermentação.

O vídeo da pasteurização é esse: Método de pasteurização cerveja caseira

Para quem quiser pasteurizar, utilizei um método que funciona e diminui nossos riscos de acidente. Quem tiver uma bombinha para água quente, tipo essas de lavadoura de louça, pode usar e facilita ainda mais o trabalho.

Um aviso: Use óculos de proteção, nem que seja um óculos de grau, garrafas de cerveja explodem quando aquecidas e você não vai parar um vidro quebrado com as mãos.