Com o malte medido em gramas para outra brassagem, as teclas deveriam sumir em alguma gaveta. Já me advertiu um amigo em pergunta ricardocrática: Afinal tu escreve ou faz cerveja?

Ocorre que uns se fazem construir o pensamento garimpando conceitos. Outros tem já a ideia pronta e buscam obras que lhes justifiquem e, então, citam. Há quem saia do antes do um e vá para o cem como quem foi ao oitenta pulando desde o oito, sem escalas, geralmente, sem aterrissagens.

Sou leso, ao que leio penso, ao que faço penso, ao que escrevo, comum no ser, penso. Por assim dizer do fazer esse é o fio que me prende às teclas, o verso idem. Logo, no ativismo cervejeiro, sou mais ou menos assim:

Mais que faço, mais que escrevo.

Agora ligando as vírgulas no amido vias de ser maltose. Cerveja é prosa. Só há dela se houver no mínimo da soma um conjunto com dois, ou duas, aqui não cabe a distinção do gênero. Se alguém não está bebendo com outrem, caso o outro alguém não se faça ver na meia garrafa do um sem outro que bebe e o objeto sorvido é cerveja, nem por isso bebe só o que bebe sozinho. Sou dos que vê o outro que bebe com o que por ventura ou falta dela bebe só. Junta-se-lhe consigo mesmo. E é o próprio, matutando…