Cerveja artesanal de panela
Hedônica 300ml
Rótulo certo, papel errado

Um cara que viveu de pensar, disse, a seu modo mais elaborado, que a vida tem um fim, qual seja, aflorar no vivente a felicidade. O pensamento que me inspirou foi o que considera a moderação no prazer. O tal ser pensante falador que uniu prazer e moderação, segundo contam, foi Epicuro.

Há, atualmente, assim como houve no arroubo francês do liberté, egalité, fraternité para o iluminismo, uma tendência ao júbilo individual, egoísta. Ele não existe, não para meu ver. Por outro pensar o prazer é solitário, ainda que melhor se compartilhado.

Aristóteles já pensava na felicidade como objetivo da vida. É a figura dele que me inspirou, ou por muito ter pensado, ou por muito ter vivido, ou por muito ter escrito.

Seja como for, uma vida produtiva também me parece uma vida feliz.

Hedônica 300ml
Desenvolvendo Rótulo

Por ser pretensiosamente leve sem ser demasiadamente simples, criei a receita a partir do estilo Pale Ale. Cor clara, limpa. Aroma de malte suave. Os lúpulos, tanto no sabor, quanto no aroma e amargor, chegaram para harmonizar dulçor e corpo. Uma cerveja fácil, de pouca pretensão, simples e honesta.

A Hedônica, em garrafas de 300ml, serve tanto a um só bebedor em suficiência para regozijo, quanto para dois, em inspiração para começo de boa prosa. Já me servi dela para silenciar, serviu-me também para ver um sorriso do outro lado da mesa. Se a primeira puxar um comboio, a média entre 5 e 6% de álcool não devem descarrilhar os vagões. Pratos leves, petiscos, queijos não muito fortes, tábuas de frios, casquinha de siri, camarões… deu fome.

Seja feliz sem beber, mas caso queira comemorar ou relaxar, a Hedônica pode ser uma boa companhia. Saúde!