Há cerca de um mês recebi o contato de um cara chamado Rômulo. Ele e alguns amigos se reúnem, me parece que menslmente, para fazer degustação de cervejas. É muito importante esse tipo de ação, onde pessoas se encontram para mais do que ficar bêbadas. Há cerca de um mês remontei meus equipamentos cervejeiros e decidi produzir minha primeira leva de uma cerveja de estilo. Já produzia Pale Ale, que é uma boa entrada nas cervejas artesanais.

Agora tenho dois estilos terminando a maturação a frio. Vou engarrafar ambas essa semana, degustei elas uma hora atrás, ainda sem a refermentação na garrafa que produz o gás e a consequente espuma necessárias -sempre- para que se prove uma boa cerveja.
A Old Ale, minha estréia em cervejas de estilo e, diga-se, inspirada pela excelente Old Ale da Wensky lá do Paraná, está uma delícia. O toque de chocolate adquirido por um malte especial não domina o conjunto da cerveja, meu maior medo na receita. Também é a leva com o maior índice de amargor que produzi, fico geralmente entre 13 e 18 pontos de IBU, mas essa está com 30 e ele só aparece no retrogosto… comer qualquer coisa a base de carne ou queijos médios e fortes deve ser espetacular com ela.
A Strong Ale é a segunda leva desse equipamento novo, ou apenas redimensionado porque não alterei minha técnica, apenas o volume. Tenho feito elas mais claras, antes fazia mais para o bronze. É uma cerveja que, assim como a Old Ale dessa vez, possui uma boa graduação alcoólica, na casa do 7% de álcool por volume. Mesmo sendo forte, o álcool não é o primeiro a aparecer, é leve. Essa strong, nesse inverno, tem cara de cerveja para acompanhar até sopa de agnolini.