¿Qué es una cerveza artesanal e industrial?

Cerveja artesanal, o que é, quando é, porque é.

Artesanal é o produto feito a mão por um artesão, o que é automático não é artesanal. Já escrevi sobre isso, uso alguns argumentos, mas esse arquivo é mais direto, inteligente e bem escrito que os meus. Leiam, leiam, leiam…

Abraço a todos, especial e com muita gratidão ao autor do Birrapertorio del Xino!

Regulamentação cervejeiro caseiro – MAPA (terceiro artigo)

A partir do momento que o governo conseguiu vender seu voto por migalhas oferecidas pelo lobby das macrocervejarias e assim a Câmara do Deputados, cerca da terça parte dela, não incluiu no SIMPLES as microcervejarias, os Microempreendedores Individuais (submetidos ao SIMPLES) perderam a oportunidade de se formalizar através da condição de Cervejeiro Caseiro Urbano, proposta pelo MAPA.

Cervejeiros caseiros que fazem cerveja apenas por diversão, Acervas, fazedores de cerveja de extrato importado e toda sorte de cervejeiros que não aspiravam montar seu mini-negocio cervejeiro, quase não tem com que se preocupar. Afinal a maioria não esta preocupada com o preço do malte nem da torneira italiana de extração de chope. Os que não tem muita bala na agulha devem torcer pela criatividade das micro, para que sobrevivam. Ao contrario do que já li, elas não inflacionam o mercado de insumos, elas promovem a diversidade destes e ainda possibilitam o acesso do caseiro… mas muito expert diz o contrario, que pena.

Desde que comecei a fazer cerveja, com pouco tempo, percebi que esta atividade, quando em pequena escala, liga-se intimamente entre seus atores. Uma microcervejaria depende da passionalidade dos caseiros. O nanocervejeiro depende do poder econômico das microcervejarias. O caseiro não terá malte disponível se não houverem os outros.

Sem a possibilidade de caseiros se formalizarem, fazer cerveja em casa virou definitivamente uma atividade passa-tempo. Contentes estão as megacervejarias, enfim… Que merda!

Centésima Brassagem

Centésima Brassagem

A primeira brassagem que fiz, minha primeira leva de cerveja, marcou o início de um negócio pensado para unir o máximo de conhecimento que havia reunido em pouco mais de quarenta anos de vida. Claro que não falo de conhecimento cervejeiro, muito menos de produção, mas sim de generalidades, tanto empíricas quanto acadêmicas.100 Meu objetivo, o mesmo atual, fazer uma cerveja simples e honesta.

Agora completei a centésima brassagem*, isso é muito significativo em minha história. Tanto que se essa for a última, sinto um ciclo completo de existência. Sim, pretendo continuar a faina, já disse que essa é possivelmente a atividade que mais me agradou até hoje na vida, no que se refere a fazer coisas para sobreviver e para trocar por coisas que, ou me sustentam ou me alegram.

Contando que comecei com menos que o mínimo de estrutura financeira para iniciar um negócio, precisei e recebi muitos apoios. Direta ou indiretamente, comprando minha cerveja em encomendas no escuro, vendendo por confiança, emprestando dinheiro (alguns sem ainda receber), algumas pessoas tiveram a oportunidade de me auxiliar e fizeram isso. (mais…)

Aprenda a fazer tua cerveja, em casa.

Aprenda a fazer tua cerveja, em casa.

Ensinar a fazer cerveja em casa, essa é a minha proposta. Assim, da forma mais descomplicada possível. Esqueça apostilas, sala de aula, planos pedagógicos, teorias avançadas… a ideia é aprender o básico, estudando e principalmente, fazendo.

Depois você pode estudar mais, pesquisar e aprender muito sobre o universo cervejeiro. Faça isso, claro, mas será ainda melhor se você já estiver bebendo a própria cerveja. A ideia está baseada na práxis, onde se aprende algo com um breve estudo, aplica-se e do resultado prático encontramos novos objetos, novas informações para evoluir através do estudo. Este ciclo nos leva a cada vez mais conhecimento e compreensão do que estamos fazendo. (mais…)

Receita com nome próprio – Pretensiosa

Receita com nome próprio – Pretensiosa

Há algum tempo pessoas próximas sentiam-se à vontade e me pediam para investir num nome para as cervejas que faço. Oficina e Ofício sempre identificou minhas levas, porque é o nome fantasia da minha empresa individual. A questão da identidade parece mesmo importante, até para coisas.

Essa etapa, onde nomino as receitas e já completa mais de um ano, é um complemento do trabalho. O sobrenome continua o mesmo, a produção apenas se aperfeiçoa consoante minha capacidade, por isso o nome dela completo é Pretensiosa da Oficina e Ofício.

É comum no meio cervejeiro artesanal que os produtores deem nomes próprios às suas criações. Copiei a ideia e gostei da brincadeira, encontrei receitas que melhorei durante um ano e pouco de atividade, lancei minha primeira cerveja com certidão de nascimento.

PRETENSIOSA

A primeira cerveja da Oficina e Ofício com nome próprio. Escolhi aquela que foi inspirada nas cervejas de duplo malte, também chamadas de Dubbel. Em garrafinha estilo caçulinha, com 300ml, é ainda do tempo em que o rótulo, produzido em casa, rústico, ainda era feito com papel branco.

Simples com malte Chocolate

Simples com malte Chocolate

Hoje fiz a primeira trafega da Pitoresca, a fermentação primária praticamente terminou, agora em novo tanque ela finaliza e logo depois começa a decantar o fermento. Em alguns dias vai para o envase refermentar na garrafa.

Enquanto isso preparo outro lote da Simples. Essa receita já recebeu duas variações, uma com malte Biscuit e outra com malte Ruby. Hoje é a vez do malte Chocolate, um malte torrado que confere aromas e sabores bastante complexos para as cervejas. Como a receita da Simples é de uma cerveja de baixo corpo, a complexidade ficará mais por conta das primeiras impressões de aroma e sabor, fazendo com que o retrogosto seja mais rápido.

Isto acontece justamente pelo baixo corpo, por ser seca. Corpo é o açúcar residual na cerveja, é aquela sensação de ser uma cerveja ‘encorpada’, ou seja, mais licorosa. Algumas pessoas pensam que cervejas encorpadas são doces, mas não é bem assim, afinal utilizamos lúpulo, uma flor amarga que equilibra o dulçor e auxilia na conservação da bebida.

Aqui está uma foto de uma etapa da mostura, a 65 graus o amido é convertido em açúcares fermentáveis. Esse chá será depois filtrado e fervido para esterilização e adição de lúpulo. Depois resfriado e enviado para o fermentador. Ali o fermento ‘come’ os açúcares e devolve álcool e gás carbônico, transformando o chá em cerveja.