Mais escrevi sobre cerveja de trigo do que preparei receitas. As duas ou três que fiz não foram puras assim, só usei o trigo como um malte especial nas receitas, ainda que já tenha utilizado ele na razão de 25%.

Resolvi investir mais pesado nele procurando numa cerveja presenteada pela mulher que amo, uma Dunkel da Paulaner e numa receita que brassei e já provei de uma Old Ale, a inspiração. Escura ‘pero no mucho’, leve, translúcida no quanto o trigo deixar, sem filtrar, com lupulagem mais equilibrada com o malte do que as Old Ales, com muitos aromas de malte sem nenhum acentuado trazendo complexidade a uma base de cerveja simples. Novamente estou utilizando alguns maltes ‘torrados ou tostados’ por mim, no fogão, jeito caseiro de fazer.

Durante a brassagem dessa Dunkel, com número 12051, desisti de puxar um pouco para o caramelado que esperava conseguir com decocção e fervura forte. Também deixei de lado acentuar a fermentação querendo na cerveja acentuar o aroma de banana comum nas Weiss.

O resultado está nas garrafas, algumas já entregues, outra encomendadas e um tanto em casa esperando a refermentação para geração de CO2. Cheguei a uma cerveja leve, como queria, fácil de beber, com presença de lúpulo sem ser amarga (tem 10 pontos de IBU), graduação alcoólica de 4,5% por volume.

Ainda tenho para vender a R$11,50/garrafa para retirar aqui em casa. Se quiser calcular quanto sairia uma remessa via PAC dos Correios, cada garrafa pesa cerca de 1Kg.

Para essa Dunkel minha expressão é “Cerveja para beber de balde.”