Estou com um novo sistema de produção quase concluído. Caseiro, simples, pequeno, artesanal. Agora falta receber um pipa, comprada, esperando troca pois veio errada. Estou longe de ser um cervejeiro comercial, que produz bons volumes ainda que num padrão caseiro, que o MAPA (Ministério da Agrcultura) diz ser de até cerca de 30.000 litros ano. Aliás, nem faço cócegas nisso. Então, caminhando para a formalização, profissionalização, viabilização, aos poucos substituo ou suprimo a necessidade do resfriamento no processo de produção. Técnica difícil, caminho diverso, novamente contracorrente.

Desde quando comecei a estudar os métodos de produção de cerveja artesanal, reparo que tanto a técnica quanto os equipamentos são todos baseados em projetos e estudos importados. Só por isso não haveria empecilho, mas importamos essas ideias de lugares essencialmente frios… Porém, nem sempre uma tecnologia muito desenvolvida nos serve, principalmente se ela vem de algum lugar muito diferente do nosso. Na Inglaterra é fácil concluir que esquentar demanda mais energia do que resfriar, então os processos deles se justificam. Mas aqui no Brasil, será que gastar tanto em refrigeração na produção de cervejas é um bom caminho do ponto de vista da viabilidade social e econômica?

Em poucos anos espero que nós, cervejeiros brasileiros, já tenhamos bom material para que os jovens animados em ingressar nesse caminho façam melhor com menos dispêndio de energia, ou seja, produzam cerveja de uma forma cada vez mais econômica para o meio ambiente. Estou citando economia no seu sentido mais filosófico e não no sentido financeiro tão adorado pelos imediatistas e do capitalismo barato.

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