Ontem abri uma garrafa que está carbonatando. Não fez espuma nenhuma. A cerveja tava boa, mas aquele picante do gás esparramando os gostos do malte pela boca, faltou. O priming que escolhi não foi forte porque essa é uma cerveja com teor mais alto de álcool e, apesar de seca o que para mim permite mais gás, me pareceu melhor com colarinho baixo. Esse tipo de susto já tive uma vez e resolvi abrir as trinta e duas garrafas pra refazer a carbonatação. Dessa vez minha namorada -a guria tem prestado atenção mesmo- me lembrou que esse envase tinha ‘apenas’ uma semana. Vou dar mais uma semaninha.
Já li algumas coisas sobre priming, alguns métodos e também uma fórmula meio complicada. Alguns atiram bem na carbonatação, talvez eu ainda acabe me rendendo a uma matemática mais complexa, porém … Preferi o mais simples, que é escolher entre seis e nove gramas de açúcar -sempre ferver com uma gota de limão- por litro de cerveja. O fato é que a presença de Levedura em suspensão parece mesmo interferir no processo, mas talvez o que esteja me faltando mesmo é encontrar uma medida melhor para meu tipo de atenuação. Já que minhas cervejas são secas, os açúcares Fermentáveis foram pras cucuias, então o açúcar invertido que coloco deve ser o que cria o CO2. Só que se eu deixar açúcar fermentável sem conversão na atenuação, corro o risco de carbonatar demais. Nessa brincadeira, porque recebi um lote de cascos meio vagabundo, explodiram algumas garrafas, e nem havia tanto gás assim lá dentro, sem contar que não pasteurizei, então não foi no aquecimento, o que faria a pressão aumentar muito e aceitar as explosões seria mais fácil.
Espero poder comprar logo alguns manômetros de garrafa pra entender melhor esse negócio.