Blend a grosso modo é uma mistura. Puxando um pouquinho pelo entendimento já chegamos a conclusão de que é um tantinho mais do que isso. Quando produzimos uma bebida ‘blendada’ o que temos não é a simples mistura de duas misturas, mas sim uma espécie de coquetel concebido para com o objetivo de se chegar a algo.
Pois bem, há alguns dias fiz uma receita da Excêntrica, ela fermentou e está decantando. Mas não chegou onde eu queria. Agora estou com maltes pesados que logo serão moídos, vou preparar novamente a receita, com algumas modificações, fermentar tudo para obter uma nova Excêntrica e depois ‘blendar’.
Porque então não vou apenas misturar ambas? Simples, quando a segunda receita estiver pronta, vou misturar aos poucos na primeira para então obter o resultado que mais se aproxime ao que eu desejo, portanto um ‘blend’ de Excêntrica.
Há algum tempo pensei em fazer isso com a Hedônica, mas de forma sistemática para obter menos diferenças entre as brassagens. Não fiz. Agora começo, primeiro pela necessidade de adequar uma receita a um padrão que quero, esse processo com a Excêntrica. Estou curioso com isso, bem curioso.
Nesse caso específico o que quero alterar na leva que está pronta é o corpo do conjunto, a graduação alcoólica e as notas de torrefação intermediárias, como o cacau. Assim vou brassar com mais densidade inicial e acrescentar um pouco mais de maltes torrados.