Como é que uma coisa que já surgiu ruim pode fazer algo bom. Isso foi o que me disse um amigo, pensador dos bons, forte nas convicções e com o ‘lombo lanhado’ pelo tempo e escolhas. Porém nem digo que já tenha nascido tão ruim, o tal do banco.
Alguém faz um cofre e cobra uma taxinha para cuidar do dinheiro dos outros guardado ali dentro. Tudo bem. Mas aí tem sempre alguém que precisa de dinheiro, e tem aquele ali parado. Então pelo risco de não ter todo ele de volta e pra ganhar mais alguma coisinha por ter produzido bem e poupado um tantote, o dono do dinheiro cobra uma taxinha pra emprestar. E como não quer ficar cuidando disso, mas do mais importante, que é produzir, viver, se relacionar, paga uma taxinha para o cara do cofre administrar esse seu dinheiro emprestado… Vai coisa, volta coisa, os caras dos cofres se adonam do dinheiro dos caras que guardaram ele lá. Depois passam a perna nos que pedem para usar aquele dinheiro ao qual pagariam uma taxinha que satisfazia os verdadeiros donos do dinheiro sobrado das sua produções com invenções esfarrapadas como excesso de liquidez, controle de inflação e tal. Os caras dos cofres criam algum título pomposo como “operador do mercado financeiro ou investidor”, constroem alguns paraísos, se escondem e pagam para deslumbrados de carinha bonitinha fazerem propaganda para eles. Quando dá alguma coisa errada os dos cofres põem a culpa nos que pediram o dinheiro emprestado, mas se der muito errado eles põem a culpa nos que produziram e guardaram a sobra do dinheiro nos tais cofres. Fazem isso usando palavras que nem gente maior de idade tem fígado para ouvir. Em alguns países, como nos EUA, eles também inventam que tem mais dinheiro do que realmente tem, e assim podem ganhar também em cima desse dinheiro imaginário, porque depois, se der algo errado, é só por a culpa nos que pediram emprestado e nos que produziram menos do que eles disseram que havia.
Mais palavras ou menos verbos, penso que é simples assim.