Receita com nome próprio – Pretensiosa

Receita com nome próprio – Pretensiosa

Há algum tempo pessoas próximas sentiam-se à vontade e me pediam para investir num nome para as cervejas que faço. Oficina e Ofício sempre identificou minhas levas, porque é o nome fantasia da minha empresa individual. A questão da identidade parece mesmo importante, até para coisas.

Essa etapa, onde nomino as receitas e já completa mais de um ano, é um complemento do trabalho. O sobrenome continua o mesmo, a produção apenas se aperfeiçoa consoante minha capacidade, por isso o nome dela completo é Pretensiosa da Oficina e Ofício.

É comum no meio cervejeiro artesanal que os produtores deem nomes próprios às suas criações. Copiei a ideia e gostei da brincadeira, encontrei receitas que melhorei durante um ano e pouco de atividade, lancei minha primeira cerveja com certidão de nascimento.

PRETENSIOSA

A primeira cerveja da Oficina e Ofício com nome próprio. Escolhi aquela que foi inspirada nas cervejas de duplo malte, também chamadas de Dubbel. Em garrafinha estilo caçulinha, com 300ml, é ainda do tempo em que o rótulo, produzido em casa, rústico, ainda era feito com papel branco.

Produção – Troca de equipamentos

Mercado internacional de cerveja abalado com o incremento fabril de uma das líderes do mercado.
Segue:
A Oficina e Ofício aumentou a panela de fervura… sainda dos 12 litros por brassagem, passando pelos 24 litros e agora em direção dos incríveis 45 litros. Uau!!!
Estima-se que em breve a produção atingirá 200, sim duzentos litros por mês. É muita cerveja!
A mega indústria continua tentando produzir cerveja enquanto produz 8.000.000.000 (oito bilhões) de bafebaca só no Brasil.
(bafebaca = bebida fermentada a base de cereais)

Vou tratar de equipamentos aos poucos aqui no blog. Nos próximos artigos vou mostrar como montar um equipamento em casa artesanalmente.

Cervejaria ‘in vitro’

Quando comecei a produzir cerveja artesanal, escolhi um caminho meio fora do padrão, pois construí meu equipamento em um tamanho não aconselhado pelo cervejeiros mais velhos. Quase todo mundo começa com equipamentos para produção de levas de 20 litros, e a literatura a respeito aconselha esse volume, até as receitas e pacotes de fermento são para 20 litros. Já o teimoso aqui preparou tudo para 10 litros. Realmente é mais difícil controlar a produção em volumes menores do que 20 litros. Por outro lado é mais fácil levantar sozinho e com segurança uma panela com 15 litros de mosto fervente para levar ao resfriamento, ou despejar mosto e malte de brassagem de uma panela de 15 litros em outra, porque a bazooca entupiu e precisa ser lavada...
Mas o que gostei mesmo no processo todo foi a utilização de vidro. Utilizo vidro para fermentar e para maturar minha cerveja. Faço inúmeras trafegas durante a maturação, para limpeza da lama do fundo e consequente clarificação, e pela diminuição do risco de autólise e pela limpeza mais fácil dos ambientes de fermentação e maturaçao e blá, bla, bla…
Ocorre que inscrevi um idéia no programa Sinapse da Inovação para produção de uma ‘Cervejaria in vitro’. Pesquiso isso há pelo menos seis meses com afinco, acredito piamente na idéia, busco incentivo e investimento para levar esse projeto à cabo.

O link que leva até a idéia é esse: Cervejaria ‘in vitro’

Se você gostou dela, se quer conhecê-la, se estiver disposto a gastar um tantinho do seu tempo e votar no meu projeto, segue o link (http://www.sinapsedainovacao.com.br/ideia/visualiza/662) se estiver cadastrado no sinapse comenta ou apóia e espero ser classificado, afinal no mínimo vamos ver uma cerveja sendo produzida de forma ‘transparente’.
A Cervejaria ‘in vitro’ pode, a seu tempo, dar oportunidade para outro tipo de artesão, que é o soprador de vidro, uma arte bem bacana e um tanto em desuso. Esse pessoal está espalhado pelo país, em maior concentração em SC, PR, SP, MG, RS, e isso pode facilitar a integração entre os consumidores e os produtores.