Vejo com alegria a vontade de alguém experimentar algo que não conhece, principalmente quando se trata de comida ou bebida. Não sei se biólogos, antropólogos, sexólogos e outros abilolados são uníssonos nesse pensamento, mas a capacidade humana de comer de porcaria até coisa boa é um dos pilares da nossa evolução e pode nos levar a involução, consoante a boa ou a má alimentação. E nem me encham os pacová porque vou repetir, esses refrigerantes à base de cola são tudo umas porcarias broxantes e desmioladoras de crianças.
Voltando…
Quando alguém experimenta algo diferente e esse algo não é um produto de departamento de marketing -oh! raça do diabo- o mundo melhora, provavelmente porque um produtor artesanal ou de pequena escala teve seu produto avaliado ou mesmo apreciado.
E qual a vantagem do artesanal, o que faz com que ele seja especial. Simples, não se faz um produto artesanal apertando botões de máquinas. Elas não substituem a sensibilidade humana, nem no mexer de uma colher numa panela de doce de leite caseiro, nem na regulagem do fogo em uma panela de mostura durante a brassagem de uma cerveja. Quando algo é automático, não tem vida em si, é apenas produto já esperado. Serve pra baratear preço e dar acesso, mas é como ração, equipara o homem ao boi.